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Dia Serrano
27/05/2011 - 3:10

Turismo Sustentável é atrativo no litoral norte alagoano

Prática da atividade atrai visitantes a Tatuamunha, destino da Rota Ecológica

Peixe-boi marinho, docilidade apesar do tamanho e da aparência desajeitada / Foto: Divulgação

Peixe-boi marinho, docilidade apesar do tamanho e da aparência desajeitada / Foto: Divulgação

Peixe-boi marinho, docilidade apesar do tamanho e da aparência desajeitada / Foto: Divulgação

Peixe-boi marinho, docilidade apesar do tamanho e da aparência desajeitada / Foto: Divulgação

O turismo pode coexistir harmoniosamente com o meio ambiente. Os impactos podem ser amenizados e a atividade pode ajudar a transformar regiões. Essa é uma das lições que se aprende com a gente simples de Tatuamunha. Pescadores, artesãos e agricultores que encontraram no turismo, uma forma de ganhar a vida e preservar o que é mais valioso: o rico estuário de Tatuamunha.



Mas, nem sempre foi assim. Cenas de degradação com lixo no rio e na praia, mangue cortado e queimado, pesca predatória e navegação de barcos a motor comprometendo a biodiversidade do lugar, já fizeram parte da história de Tatuamunha. História passada, não apagada, porque sempre precisa ser lembrada como exemplo. Contada e recontada a quem chega, à história serve de lição para quem acredita que para que o mundo possa ser melhor, é preciso mudar hábitos e costumes.



E as famílias do povoado Tatuamunha mudaram. Hoje, após a conscientização, houve uma verdadeira transformação na comunidade. Depois da assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), entre os órgãos competentes, com as associações de moradores que vivem do turismo, todos e principalmente quem chega para conhecer o estuário e os famosos moradores: os peixes-boi, passaram a seguir regras em prol do meio ambiente.



As mudanças vieram com eles, com os mamíferos, que trouxeram oportunidade de renda com o turismo; mas, exigindo controle e respeito ao meio ambiente. Agora, a comunidade além de exercer a função de condutores do passeio, também recolhe o lixo da redondeza que chegava até o rio, e transforma o que seria descarte, em artesanato. O lixo recolhido na praia e no mangue, hoje em pequena quantidade, diante do volume do passado, vira renda para as 23 famílias associadas à Aribama.



O presidente da Aribama, Cícero Aribama, conta que demorou para os moradores de região se conscientizarem, que para fazer turismo, era necessário cuidar do lugar. Mas, com o trabalho desenvolvido ao longo do tempo, todos passaram a contribuir com o meio ambiente, em favor do turismo sustentável.



“Moradores que sobreviviam da pesca, não gostavam dos peixes-boi porque os viam como intrusos, que espantavam os peixes e rasgavam as redes. Hoje, a visão mudou, os animais trouxeram outra forma de renda. Uma que até pouco tempo, não conhecíamos: a da sustentabilidade”, conta.



A renda da associação vem dos passeios e também da série de artesanato feito com garrafas pets, recolhidas na comunidade – que antes o destino era o rio – e dos demais descartes que se transformam nas mãos de pessoas simples, que apreenderam a conviver de forma respeitosa, no ambiente em que vivem. Vale à pena conferir o passeio, o artesanato e as belezas da região da Rota Ecológica.



TURISMO SUSTENTÁVEL



É considerado um segmento do turismo quem vem crescendo, uma tendência em unir o homem às áreas naturais turísticas. O visitante pode ser considerado como sendo um instrumento de conservação dessas áreas. Esse segmento estimula o turista a conservar o ambiente que ele visita, compreendendo os impactos que podem ser causados por ele.



A sua aplicação, compreende-se como sendo um planejamento e zoneamento, assegurando o desenvolvimento e adequando o local para a visitação. Demonstrando ao turista a importância de preservar os recursos naturais e culturais. E também, podendo gerar renda para as comunidades que vivem no seu entorno.



PRÁTICA



O projeto Aribama disponibiliza jangadas para a visitação ao habitat dos peixes-boi, sendo que estes barcos, não são a motor, para que o lugar permaneça sempre calmo, para a vivência dos peixes. Diariamente coletam lixo do rio Tatuamunhã e no mangue, com isso, evitam a degradação do ambiente e, evitam que algum dos 11 peixes que freqüentam o local, venha a morrer por ingerir lixo. Visitação ao local é sempre supervisionada por um guia, que orienta os turistas desde a saída até a chegada.



Limite diário de visitação de 70 turistas. Com tempo estabelecido de 15 minutos perto de um dos peixes-boi. Essas são algumas das praticas do turismo sustentável. Assim o projeto Aribama ajuda a preservar o local, que continuará sendo uma espécie de centro reabilitação dos peixes-boi, e os moradores associados, continuaram a explorar o turismo, gerando renda.

http://www.embarquenordeste.com.br/leitura/leia-tambem/202/turismo-sustentavel-e-atrativo-no-litoral-norte-alagoano.html

Tags: Litoral Norte Turímo Sustentável

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